TV digital deve ter dois conversores e custo não pode passar de R$ 200, segundo ministro
 
TV digital deve ter dois conversores e custo não pode passar de R$ 200, segundo ministro
Mylena Fiori e Aloisio Milan
Repórteres da Agência Brasil
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Brasília - Durante o processo de migração, a TV digital funcionará com conversores do sinal para os aparelhos analógicos já existentes. A proposta do Ministério das Comunicações é que existam dois tipos de conversores inicialmente. Um primeiro mais simples, apenas para a conversão do sistema, e o segundo, mais caro, com possibilidades de ampliação da interatividade. Desde o ano passado, quando o governo escolheu o padrão japonês para a TV digital brasileira, o valor do conversor mais simples era cotado em torno de R$ 100. Contudo, ainda não há um valor fixo para os aparelhos, mas há a possibilidade de o preço ser maior.

Indagado por jornalistas ontem (9) sobre a possibilidade de a indústria fabricar o conversor mais simples por mais de R$ 200, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, respondeu que isso estaria "totalmente fora de cogitação". "Se um televisor custa R$ 350, até menos, como é que um conversor que é muito mais simples vai custar R$ 600 ou R$ 700. É totalmente fora de cogitação um conversor de TV digital que seja superior a 200 reais para atender simplesmente a conversão do digital para o analógico de volta", disse.

Segundo o ministro, o governo ainda prevê que o conversor mais compĺexo, que prevê a interatividade da TV digital, deverá atender ao mesmo tempo a TV aberta e a TV a cabo. "Esses certamente custarão um pouco mais, mas lá na frente também vão cair de preço", afirmou. O exemplo do custo da tecnologia do DVD seria um comparativo, de acordo com Hélio Costa. "Quando começamos a ver os DVDs entrarem no mercado, chegavam custando em torno de R$ 2 mil hoje. Menos de três anos depois já se compra DVD por R$ 200. É mais ou menos a mesma situação.”

Uma medida provisória (MP 352), aprovada neste ano, instituiu incentivos às indústrias de equipamentos para TV digital e semicondutores, entre eles para o conversor. “Acho que vamos chegar em dezembro com uma caixa conversora bem mais em conta porque essa é a pretensão do governo. Vamos abrir os créditos através do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, do Banco Popular, para que todos possam ter acesso ao conversor”, disse.