RIO CEARÁ-MIRIM – A AGONIA DE UM MARCO HISTÓRICO II
 

RIO CEARÁ-MIRIM – A AGONIA DE UM MARCO HISTÓRICO II

Professora Magnólia Rosana da Silva

        Do seu nascedouro até o município de Taipu, o rio Ceará-Mirim, a suas margens, possui uma vegetação típica da região, sendo esta predominando a caatinga, como: mandacaru, xique-xique, pau-branco, angicos, macambira, cardeiro e demais plantas da família cactácea.

            No seguimento do seu curso para o município de Ceará-Mirim, o mesmo entra neste município na localidade de Duas Passagens, onde dá origem à formação do grande vale, cujo solo é do tipo argiloso e tufoso que é de boa fertilidade para as atividades agrícolas, e sua vegetação é do tipo litorânea, que vem sendo devastada por uma agricultura de mais de cem anos. Apresenta hoje um aspecto que torna difícil de reconhecer a sua fisionomia original. A vegetação da região litorânea está ocupada por canaviais, mas esta é conhecida como floresta subcaducifolia ou mata de transição entre floresta litorânea ou mata atlântica.

            Neste município ele torna-se perene e na parte que banha a cidade, este encontra-se poluído e bastante degradado, devido a comunidade não ter conhecimento da importância deste grande Ecossistema e por não ter mesmo a consciência ambientalista, se encarrega de poluir a beleza natural deste, jogando entulhos e esgotos domiciliares. Às suas margens forma-se um lixão a céu aberto. Onde encontramos cascas de cocos, animais mortos e pneus são jogados às suas margens, além do lixo que é jogado nas ruas desde o centro da cidade até as suas margens é levado pela correnteza das águas das chuvas.  

            Outro forte poluidor do rio é a Usina São Francisco, que joga seus dejetos no mesmo. Na época da produção do açúcar, a mesma despeja dentro do rio sua borra e não bastando tudo isso, as cascas da cana de açúcar que são jogadas no solo próximo à margem, são carregadas para dentro do rio através da ação do vento, conseguindo, assim, cada vez mais poluí-lo.

            Ao sair deste município o mesmo segue para o município de Extremoz e deságua suas águas no Oceano Atlântico em Barra do Rio.