EMPRESA MONTANA CONSTRUÇÕES DEGRADA MEIO AMBIENTE EM CEARÁ-MIRIM.
 

MEIO AMBIENTE

EMPRESA MONTANA CONSTRUÇÕES DEGRADA MEIO AMBIENTE EM CEARÁ-MIRIM. 

      A empresa Montana Construções comprou, no ano de 2006, uma fazenda na zona rural de Ceará - Mirim/RN. A fazenda localizada, ás margens da RN-160, que liga á sede do município, fica na comunidade de Santa Rita e pertencia ao atual Vice-Prefeito, Ruy Pereira Junior. Dentro da mesma passa o Rio Água Azul, este importante Rio nasce nas terras da fazenda Nascença, que pertencia ao ex-prefeito Roberto Varela (já falecido), e serve como fonte de abastecimento a várias comunidades, até desaguar no Rio Ceará - Mirim, já no município de Extremoz. A empresa Montana Construções, desrespeitando o Código Florestal, que proíbe a devastação das matas que estejam situadas ás margens dos rios, lagos e nascentes, desmatou toda a área de preservação permanente, derrubando a mata ciliar que protegia o Rio Água Azul.

   A Ong VALEAMAR de Ceará - Mirim denunciou, no dia 08 de Novembro de 2006, ao IDEMA e ao Ministério Público, pedindo providências. Infelizmente, tanto o Ministério Público quanto o IDEMA demoraram a agir. O IDEMA visitou a área no dia 21 de dezembro, um mês depois. Já o Ministério Público só solicitou um laudo técnico, ao idema, no dia 05 de Dezembro. Com isso a devastação cometida pela Montana trouxe danos irreversíveis ao meio ambiente, além de ter matado as plantas e insetos, ter destruído as casas, o habitat natural, de vários animais, o crime cometido colocou em risco o abastecimento de água da comunidade de Capela, que atualmente usam a água do Rio Água Azul para beber, cozinhar e lavar roupas. È que o sistema administrado pelo o SAAE está com vários problemas, inclusive com a água contaminada.

     Para o secretário da Ong VALEAMAR, Francisco Navegantes, ”a forma como o IDEMA trabalha, apesar da boa vontade dos servidores, deixa muito a desejar” afirma. ”Como é que a natureza vai suportar as agressões que sofre, se o principal órgão estadual de defesa do meio ambiente passa 04 meses para realizar uma fiscalização. Para o Rio Água Azul, essa demora está custando caro” completa. Já para o segundo secretário, o pedagogo Reginaldo Felipe, “ Os órgãos de defesa do meio ambiente precisam diminuir a burocracia para que os processos sejam concluídos em tempo menor,só assim aumentarão as chances de salvar a biodiversidade.È a vida que está em jogo”.A Montana devastou a área com o objetivo de plantar cana, para tanto, de forma irregular, sem licença ambiental (nesse caso não pode ser concedida),botou fogo na mata ciliar,desviou o leito natural do Rio cavando valas, com o intuito de manter a área permanentemente irrigada.

    Na última terça feira, dia 22 de Maio, a VALEAMAR flagrou funcionários da fazenda derrubando árvores de mais de 50 anos de idade. As árvores protegem a nascente do olheiro Santa Rita. Imediatamente acionaram as polícias militar e civil, que sob o comando do sargento Nilson, foi até o local, apreenderam as ferramentas e intimaram alguns trabalhadores a comparecerem a delegacia. No outro dia, o proprietário da empresa Montana, foi até a delegacia e apresentou uma liminar concedida pela Juíza da 2ª. Vara Drª. Maria Zeneide, dando o direito a Montana de destruir o meio ambiente. ”Não entendemos como uma pessoa como a Juíza Drª. Maria Zeneide, que lançou recentemente o projeto Cafuné, para melhorar a proteção às crianças e adolescentes, concede uma liminar que coloca em risco o futuro dessas crianças?” diz Francisco Navegantes. ”Talvez a eminente Juíza não tenha conhecimento dos danos que esse possível empreendimento da Montana irá causar a população Ceará-mirinense, principalmente a população mais pobre” finaliza.

     A liminar pede a anulação de um auto de infração emitido pelo IDEMA contra Montana Construções, O IDEMA recorreu a Procuradoria Geral do Estado e o processo está sendo apreciado pelo Procurador Kenedy Feliciano da Silva. 

Escrito por Francisco dos Navegantes