Amamentação pode evitar morte de sete mil bebês no Brasil por ano, diz ministro
 
 

Amamentação pode evitar morte de sete mil bebês no Brasil por ano, diz ministro
Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil
 

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Rio de Janeiro - A amamentação pode evitar a morte de cerca de sete mil bebês recém-nascidos a cada ano no país. O alerta foi feito hoje (1º), no Rio, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o lançamento nacional da Semana Mundial de Amamentação.

O tema da campanha deste ano é Amamentação na primeira hora, proteção sem demora, escolhido pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, na sigla em inglês) para chamar atenção sobre a importância de amamentar o bebê na primeira hora de vida.

Durante solenidade realizada no centro da cidade, com a participação de cerca 300 mães e bebês, o ministro ressaltou por que é importante iniciar o aleitamento materno logo após o parto. Segundo ele, estudos mostram que esse momento é muito importante por vários motivos.

O reflexo de sucção do bebê está muito exacerbado, é importante para evitar hemorragias na mãe, o primeiro leite que vem – o colostro – é rico em anticorpos, é uma aproximação com a mãe muito importante, num momento de muita fragilidade do bebê. Estatísticas indicam que sete mil mortes de bebês no país poderiam ser evitadas com essa medida”, afirmou Temporão.

Dados da Waba mostram que, em todo o mundo, quatro milhões de bebês com menos de um mês de vida morrem a cada ano, mas, com a amamentação na primeira hora depois do parto, seria possível salvar um milhão deles. No Brasil, o número de crianças que morrem antes de completar um mês chega a 27 mil por ano. Seguindo a proporção da Waba, a  morte de mais de 6.700 delas poderia ser evitada com a amamentação logo após o parto.

Temporão ressaltou que é preciso fazer um trabalho mais intensivo de informação das mães, ainda no período pré-natal, que envolveria também os pais, para ampliar a média de tempo de aleitamento materno no país, estimado em 38,8 dias para as capitais e o Distrito Federal. O período recomendado pelo Ministério da Saúde para alimentação do bebê exclusivamente com o leite da mãe é de seis meses.

Cerca de 1 milhão de folhetos explicativos sobre amamentação serão distribuídos,  a partir desta semana, pelo Ministério da Saúde em hospitais, postos de saúde e bancos de leite humano em todo o país.

O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dioclécio Campos Júnior, destacou o aleitamento materno como fonte alimentar exclusiva nos seis primeiros meses de vida do bebê para suprir suas necessidades e garantir seu bom desenvolvimento.

“Os estímulos psicoafetivos e de desenvolvimento ocorrem decisivamente nessa fase. Depois já é tempo meio perdido. Ou se faz um desenvolvimento cerebral por meio da amamentação nos primeiros seis meses de vida, ou ele se fará de forma incompleta, insatisfatória” explicou.